Médicos consagram-se ao Sagrado Coração de Jesus

Ao final da manhã de 22 de junho, o Papa Francisco recebeu em audiência a Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC) - que a AMCP também integra - cujos membros vieram a Roma para, no dia 21, se consagrarem ao Sagrado Coração de Jesus.
A reportagem da VaticanNews destaca que o Santo Padre exortou os médicos a exercerem a sua profissão a exemplo de Jesus, “o médico e irmão dos que sofrem”, e recordou-lhes que "curar significa iniciar um percurso: um caminho de alívio, consolação, reconciliação e cura".

Livro "Reflexões sobre Ética Médica"

A 11 de maio foi apresentado, em Lisboa,  por D. Manuel Clemente, o livro “Reflexões sobre Ética Médica”. 

Durante a apresentação, o Cardeal Patriarca de Lisboa sublinhou a importância da adequação à verdade também no contexto da Ética Médica: “A verdade é a adequação da mente ao objeto, é uma realidade que se impõe à qual eu depois adiro. (…) Porque não nos adequamos, lavamos daí as mãos – não é o ato higiénico é o ato moral. (…) O silogismo ‘Eu quero/apetece-me; Tecnicamente é possível; Logo, tenho direito’ é redutor”. Ler mais...

Segunda sessão do Curso de formação em Ética Médica agendada para 19 de outubro

tica mdica 2 save the date

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) realiza a 19 de outubro, no Anfiteatro do Instituto São João de Deus, em Lisboa, o 2.º Módulo/Sessão do Curso de Formação em Ética Médica. A participação é aberta a todos os interessados. O período para inscrição será anunciado em breve. Ler mais


Associação dos Médicos Católicos Portugueses alerta
para a destruição da relação médico-doente
com a legalização da eutanásia


Press Release - Lisboa, 5 de Fevereiro

A recente proposta de Lei a favor da legalização da eutanásia em Portugal, apresentada no passado sábado, 03 de fevereiro, pelo BE - Bloco de Esquerda, afetará gravemente a relação médico-doente e destruirá a própria medicina, alerta a AMCP - Associação dos Médicos Católicos Portugueses. 

A AMCP considera que "não há qualquer legitimidade ética para se aprovar uma lei cuja aplicação criará uma desconfiança generalizada na relação médico-doente, isto porque, o poder de provocar ou antecipar a morte de alguém, ainda que a pedido do próprio, vai contra a própria medicina; é um poder que inevitavelmente destroi a medicina". 

A Associação, presidida pelo médico psiquiatra Pedro Afonso, reitera a sua oposição à legalização da eutanásia e chama a atenção para os perigos da aprovação desta proposta de Lei.

"A medicina apoia a sua prática no diagnóstico e no tratamento das doenças, no alívio do sofrimento dos doentes, sempre com a finalidade de defesa da vida humana. Se admitirmos a eutanásia, a relação de confiança médico-doente, que assenta numa base de confiança que deve ser respeitada e que é a base da medicina, é destruída", vinca a AMCP. 

A proposta do BE prevê a participação de médicos numa Comissão de Avaliação dos Processos de Antecipação da Morte.

"Admitir que os médicos possam validar ou participar numa decisão que provoca a morte, com o objetivo de eliminar o sofrimento, é absolutamente inaceitável", afirma a AMCP.


"O médico não pode mudar de posição, não pode fazer tudo para melhorar a vida do doente e, em simultâneo, agir, a pedido do doente, no sentido de lhe tirar a vida, ajudando ao suicídio. Os médicos não podem alternar entre serem uma referência profissional, amiga e confiável e serem os executantes de uma sentença de morte arbitrária".

"Nenhuma circunstância ou ideologia poderá apagar do espírito humano a certeza de que a eutanásia  - ou o suicídio assistido - não pode ser considerada um ato clínico, já que não se destina a aliviar ou a curar uma doença, mas sim a pôr termo à vida do paciente".