Reflexões sobre Ética Médica, em livro

 

A 11 de maio foi apresentado, em Lisboa,  por D. Manuel Clemente, o livro “Reflexões sobre Ética Médica”. Durante a apresentação, o Cardeal Patriarca de Lisboa sublinhou a importância da adequação à verdade também no contexto da Ética Médica: “A verdade é a adequação da mente ao objeto, é uma realidade que se impõe à qual eu depois adiro. (…) Porque não nos adequamos, lavamos daí as mãos – não é o ato higiénico é o ato moral. (…) O silogismo ‘Eu quero/apetece-me; Tecnicamente é possível; Logo, tenho direito’ é redutor”. 

O problema da redução pura e simples a este silogismo é para o cardeal patriarca uma questão que não se verifica apenas no campo da medicina: “É geral”.  “A problemática da ética só se ultrapassa, no campo médico ou noutro, se formos pessoas, seres em relação”, referiu.

Sobre a obra apresentada, o cardeal patriarca de Lisboa referiu a oportunidade e a utilidade da mesma, “um belíssimo contributo para a reflexão”. Sublinhou também as diferentes contribuições “de quem sabe o que está a falar”.

“Reflexões sobre Ética Médica” é uma publicação assinada por 20 autores portugueses e espanhóis, da área da Medicina e do Direito. Tem a coordenação do psiquiatra e presidente da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, Pedro Afonso, e do assistente espiritual da AMCP e médico, padre Miguel Cabral. 

“Numa altura em que se tem assistido na Assembleia da República a várias iniciativas sobre temas fraturantes que dividem a sociedade e interferem com a prática médica – temas como o aborto, a eutanásia, a ideologia de género, etc. – este livro vem defender um conjunto de conceitos éticos e práticas médicas que nem sempre são coincidentes com a vontade política expressa pela maioria da sociedade”, antecipa Pedro Afonso.

Esperando que a publicação “possa contribuir para um diálogo construtivo entre médicos, doentes, a sociedade e os decisores políticos”, os seus coordenadores assumem no Prefácio que “apesar de a sociedade estar em constante mudança e os avanços científicos obrigarem a uma permanente atualização, há́ um conjunto de princípios éticos que não são negociáveis, mantendo-se válidos; por conseguinte, são intemporais”.

Os co-autores são: António Pardo, Diogo Costa Gonçalves, Fernando Maymone Martins, Isabel Galriça Neto, João Paulo Malta, João Paulo Pimentel, José Diogo Ferreira Martins, José Fonseca Pires, José Paiva Boléo-Tomé, Julio Tudela, Justo Aznar, Lucía Gómez Tatay, Luís Mascarenhas, Margarida Neto, Maria João Lage, Miguel Cabral, Pedro Afonso, Pedro Vaz Patto, Teresa Souto Moura e Walter Osswald. O livro resulta de um acordo editorial entre a Princípia Editora e a Fundação AJB – A Junção do Bem.

A sessão de apresentação decorreu no Instituto São João de Deus, em Lisboa, durante a sessão de formação sobre Ética Médica, iniciativa organizada pela pela AMCP na qual participou cerca de uma centena de profissionais de diferentes áreas da saúde.

Voluntariado Médico

Apoio aos peregrinos do Santuário de Fátima

O Posto de Socorros é um serviço de apoio aos peregrinos e visitantes do Santuário de Fátima, onde se prestam cuidados de saúde às pessoas que a ele recorrem. Desde há vários anos que a AMCP ali presta serviço de voluntariado.

O serviço médico pela AMCP é disponibilizado: 

- aos fins-de-semana: sábado de tarde e domingo de manhã, ao longo de todo o ano;

- diariamente, no período de verão (15 de julho a 15 de setembro)

- nos dias 12 e 13 dos meses de maio a outubro.

Voluntariado Médico

AMCP congratula-se com a rejeição da prática da eutanásia em Portugal

A 29 de maio de 2018 foram reprovados os projetos de lei levados a votação no Parlamento Português para a despenalização da eutanásia em Portugal.

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses congratulou-se com este resultado, por inviabilizar a prática da eutanásia em Portugal.

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Médicos pedem ao SNS mais medidas de conciliação Trabalho-Família

As dificuldades na conciliação Trabalho-Família originam diversas tensões junto dos profissionais da medicina, quer no seio familiar quer ao nível do funcionamento dos hospitais e centros de saúde.

Um estudo realizado junto de 181 médicos da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) revela que os médicos consideram mais difícil conciliar trabalho e família no Sistema Nacional de Saúde (SNS) do que no sector privado e, por isso, pedem medidas concretas para que trabalho e família sejam áreas conciliáveis.

O inquérito aos médicos católicos, realizado durante o mês de março de 2018, revela que os médicos trabalham em média 47 horas semanais e que a maioria destes profissionais considera que a partir das 43 horas semanais de trabalho existe um claro prejuízo para a vida familiar. 

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Torne-se Sócio

Para se tornar Sócio da AMCP é muito simples.

Pode prencher Inscrição de Associado no site ou então  descarregar o formulário em word, preenchê-lo e enviá-lo por correio.

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