Ciência, fé e humanidade: Núcleo AMCP de Viana do Castelo apresenta-se
No passado sábado, 16 de maio, o auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo acolheu a apresentação pública do Núcleo Diocesano de Viana do Castelo da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP).
A sessão marcou o início oficial da atividade do novo núcleo diocesano e contou com a presença de diversas entidades civis, académicas e religiosas, entre as quais o bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador; Diana Guerra, em representação do Conselho Sub-Regional de Viana do Castelo da Ordem dos Médicos; Ricardo Rego, vereador da Promoção da Saúde da Câmara Municipal de Viana do Castelo, e Margarida Neto, presidente da Direção Nacional da Associação dos Médicos Católicos Portugueses.
O encontro ficou igualmente assinalado pela realização da primeira iniciativa promovida pelo núcleo, uma mesa redonda subordinada ao tema “O estigma da vulnerabilidade e o desafio de cuidar de quem cuida”, que reuniu o padre jesuíta e diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa; a médica psiquiatra e membro da Sociedade Portuguesa de Suicidologia Daniela Lascasas; e João Francisco Gomes, jornalista do jornal Observador.
Nas palavras de saudação aos presentes, a presidente do Núcleo Diocesano de Viana do Castelo, Maria Luís Cambão, destacou que a criação do núcleo "volta a projetar, sobre o nosso Distrito e sobre a nossa Diocese, a procura da solidariedade e da fraternidade, que esta associação, desde 1915, tem por objetivo promover".
"Num tempo em que a prática médica é marcada por desafios éticos, técnicos e humanos cada vez mais complexos, torna-se particularmente necessário dispor de espaços de reflexão e discernimento", principal missão que o novo núcleo assume.
“Mais do que uma estrutura organizativa, desejamos ser um lugar de encontro, onde a ciência e a fé se iluminam mutuamente”, afirmou Maria Luís Cambão, acrescentando que o núcleo pretende “integrar conhecimento científico, responsabilidade ética e dimensão espiritual no exercício da medicina” e também a "Teologia a deixar-se tocar pelas questões, dúvidas e sobressaltos que a dor, o sofrimento e a morte nos colocam a todos".
A responsável destacou ainda a pertinência do tema escolhido para esta primeira atividade, a mesa redonda sobre “O estigma da vulnerabilidade: cuidar de quem cuida – exaustão, fragilidade e humanidade na medicina”, quer pela sua "grande atualidade e relevância" quer para lembrar que “num contexto exigente como o da prática médica, torna-se particularmente importante reconhecer também a vulnerabilidade de quem cuida — não como sinal de fraqueza, mas como dimensão inerente à condição humana e à própria relação terapêutica”.
Em declarações ao Secretariado Nacional da AMCP, João Francisco Gomes, o jornalista do Observador que moderou a mesa redonda, qualificou o evento de "bastante interessante", sobretudo pela oportunidade "da reflexão sobre a necessidade de reconhecer a fragilidade humana nos profissionais de saúde, o papel que a fé pode aí desempenhar e também sobre a realidade atual do grande cansaço invisível dos médicos".
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Na fotografia acima, a direção diocesana da AMCP de Viana do Castelo, com o bispo diocesano e a presidente da direção nacional da AMCP, nomeadamente, da esquerda para a direita: Dr. Diogo Magalhães; Dra. Joana Barreiros; Dra. Diana Rocha; Dra. Maria Luís Cambão; D. João Lavrador; Dra. Margarida Neto; Dra. Ana Rita Cambão; Dra. Daniela Salgueiro; Pe. Fábio Carvalho.
Abaixo, fotos da sessão e da mesa redonda.

18 de maio de 2026